<font color=0093dd>Solidariedade, auscultação e intervenção</font>
RESPOSTAS Nos últimos dias, dirigentes e deputados do PCP contactaram com as populações e entidades dos concelhos mais afectados pelos brutais incêndios da passada semana.
Em todas as zonas ardidas é dramática a realidade no terreno
Para além da qualificada intervenção a nível nacional, batendo-se por medidas fundamentais para o apoio às vítimas dos recentes incêndios florestais, para a melhoria da prevenção e do combate aos fogos e para o ordenamento da floresta e defesa do mundo rural (ver páginas 5 e 6), o PCP está também junto das populações mais afectadas pela tragédia dos fogos.
Nos últimos dias, em todos os distritos afectados, dirigentes e deputados comunistas desdobraram-se em visitas a aldeias e localidades onde os incêndios se fizeram sentir com particular violência e em reuniões com diversas entidades: foi o que fizeram Ana Mesquita no distrito de Coimbra; António Filipe e João Ramos em Viseu; Bruno Dias em Leiria; Miguel Tiago na Guarda, Paula Santos em Castelo Branco e Diana Ferreira no distrito do Porto. Para os próximos dias estão agendadas novas visitas e reuniões.
Em todas essas iniciativas, os deputados – sempre acompanhados por dirigentes e militantes comunistas das respectivas regiões – não só manifestaram a firme e sincera solidariedade do PCP a todos quantos perderam familiares e bens como tomaram o pulso ao muito que se perdeu e à aplicação, no terreno, das medidas de apoio e reconstrução.
Num tempo que exige acção e respostas prontas para os problemas, os comunistas apontam como prioridades o apoio às vítimas, a implementação de procedimentos de emergência (em particular assegurando habitação a quem perdeu a sua), o restabelecimento das comunicações, a recuperação de empresas e explorações agrícolas e pecuárias, a reposição de infra-estruturas destruídas ou desactivadas e a assistência alimentar a quem dela necessita. Com as visitas e os contactos efectuados esperam ainda contribuir para que os apoios necessários ao restabelecimento dos serviços e do potencial económico sejam canalizados para o sítio certo.
Pinhal de Leiria
Entretanto, à boleia da tragédia dos incêndios e da necessidade inequívoca de se passar das palavras aos actos concretos, surgiram já declarações – nomeadamente de membros do Governo – defendendo a privatização, directa ou indirecta, do Pinhal de Leiria, a maior mata nacional do País e segunda maior da Europa. A Direcção da Organização Regional do Partido rejeitou desde logo, em comunicado, esta possibilidade, realçando que o problema do Pinhal de Leiria «não é o princípio da gestão pública pelo Estado, mas sim a carência de meios para que essa gestão seja eficiente e de qualidade e o progressivo desinvestimento do Estado neste importante recurso e património nacional».
Sendo a mata nacional de Leiria «um dos mais importantes recursos florestais de que o País dispõe» e «um dos grandes tesouros naturais da região centro do País», o PCP considera caber ao Estado a obrigação de «definir e concretizar um plano de limpeza, reflorestação, plantação, reordenamento e valorização», assumindo os meios financeiros e humanos adequados a uma gestão pública, competente e de excelência. Para o Partido, esses meios não devem estar apenas dependentes do resultado da venda da madeira queimada, que obviamente deve reverter para investimento na Mata Nacional. Devem, sim, ser consagrados já no Orçamento do Estado para 2018.